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Como Emitir NFe 2

Como utilizar o campo Tabela de Preços?

O campo Tabela de Preços na tela de Emissão de NF-e (Produtos) serve para definir qual política de preços será aplicada na venda dos produtos lançados na Nota Fiscal. Ele está diretamente relacionado ao cadastro de produtos e listas de preços configuradas no sistema.

Como usar:

  1. Selecione a tabela cadastrada
    • O sistema geralmente possui diferentes tabelas, criadas no módulo de cadastros (ex.: Atacado, Varejo, Promocional, Exportação).
    • Ao escolher uma tabela, os preços unitários dos produtos inseridos serão automaticamente carregados conforme a configuração.
  2. Alteração manual
    • Mesmo escolhendo uma tabela, o usuário pode ajustar o preço unitário do produto manualmente no campo Valor Unitário.
    • Porém, o ideal é manter a tabela correta para consistência fiscal e comercial.
  3. Exemplo de tabelas comuns:
    • Atacado → Preço aplicado em vendas de grandes quantidades.
    • Varejo → Preço padrão para consumidores finais.
    • Promocional → Preço temporário com desconto especial.
    • Exportação → Preço específico para operações de saída internacional.

Regras importantes:

  • A escolha da tabela de preços influencia o Valor Unitário e, consequentemente, o Valor Total da NF-e.
  • Se não for selecionada nenhuma tabela, o sistema pode assumir o preço padrão do cadastro de produto.
  • A tabela deve estar previamente configurada no sistema, senão aparecerá vazia.

Exemplo prático:

  • Empresa vende o produto Arroz 5kg
    • Preço Varejo: R$ 20,00
    • Preço Atacado: R$ 17,00
    • Preço Promocional: R$ 18,50

Se na NF-e você selecionar Tabela de Preços = Atacado, o campo Valor Unitário já será preenchido automaticamente como R$ 17,00.

Em resumo:

O campo Tabela de Preços garante que os valores aplicados na NF-e sigam a política comercial correta, evitando erros de preço e facilitando o controle de margens e promoções.

Como utilizar o campo Código?

O campo Código na aba de Produtos da Emissão de NF-e é utilizado para identificar de forma única o produto dentro do seu sistema de gestão/estoque.

Ele corresponde ao código interno cadastrado para cada item no banco de dados da empresa.

Como usar:

  1. Seleção automática
    • Ao digitar o código do produto já cadastrado no sistema, os campos relacionados (Descrição, Unidade de Medida, Valor Unitário, etc.) serão preenchidos automaticamente.
  2. Busca do produto
    • Caso não saiba o código, geralmente há um botão de lupa ao lado, permitindo pesquisar o produto pelo nome ou referência.
  3. Cadastro prévio
    • Para que o código funcione corretamente, o produto precisa estar previamente cadastrado no sistema (com NCM, CST, CFOP, valores e tributações).

Regras importantes:

  • O código deve ser único para cada produto no sistema.
  • Ele não é, necessariamente, o código de barras, mas pode ser configurado dessa forma.
  • Usar o código garante que a nota seja emitida com os dados corretos do item, evitando erros fiscais.

Exemplo prático:

  • Produto: Arroz Tipo 1 – 5kg
    • Código interno: 1001
    • Unidade: pacote
    • Preço: R$ 20,00
    • NCM: 1006.30.11

Na NF-e, ao digitar 1001 no campo Código, o sistema já preenche automaticamente o campo Produto com “Arroz Tipo 1 – 5kg” e os demais dados.

Em resumo:

O campo Código é o identificador interno do produto, essencial para puxar todas as informações cadastradas no sistema de forma rápida e segura.

Como utilizar o campo Produto?

O campo Produto na aba de Produtos da Emissão de NF-e é utilizado para identificar o item que será incluído na Nota Fiscal. Ele é um dos campos mais importantes, pois define todas as informações fiscais e comerciais do produto ou serviço.

Como usar:

  1. Digitação direta
    • Você pode começar a digitar o nome ou a descrição do produto cadastrado no sistema.
    • O sistema geralmente sugere os itens correspondentes para facilitar a seleção.
  2. Busca por lupa
    • Caso não saiba o nome completo, use o ícone de pesquisa ao lado do campo para abrir a lista de produtos cadastrados.
    • Ali você pode procurar pelo nome, código interno ou código de barras.
  3. Preenchimento automático
    • Ao selecionar o produto, os campos relacionados (como Referência, Valor Unitário, U.M., Estoque, NCM, CFOP, CST) serão preenchidos automaticamente conforme o cadastro do item.

Regras importantes:

  • O Produto precisa estar previamente cadastrado no sistema com todas as informações fiscais obrigatórias (NCM, CEST se aplicável, CST, CFOP, alíquotas de impostos, etc.).
  • O nome do produto deve ser claro e descritivo, pois aparece no DANFe (Documento Auxiliar da NF-e).
  • A descrição informada aqui deve ser compatível com a descrição cadastrada na Receita/NCM, para evitar rejeição da nota.

Exemplo prático:

  • Produto: Arroz Tipo 1 – 5kg
    • Código interno: 1001
    • NCM: 1006.30.11
    • CFOP: 5102 (Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros)
    • Valor unitário: R$ 20,00
    • Estoque disponível: 120 pacotes

Ao selecionar o produto “Arroz Tipo 1 – 5kg” no campo Produto, o sistema preenche automaticamente:

  • U.M.: Pacote
  • Valor Unitário: R$ 20,00
  • Estoque disponível: 120
  • Demais dados fiscais (NCM, CFOP, CST).

Em resumo:

O campo Produto é onde você identifica o item vendido ou movimentado na NF-e, e sua correta seleção garante que todos os detalhes fiscais e comerciais sejam aplicados automaticamente.

Como utilizar o campo Estoque Disponível?

O campo Estoque Disponível na aba de Produtos da Emissão de NF-e mostra a quantidade do item que você tem em estoque no momento em que está emitindo a nota fiscal. Ele é informativo e ajuda a evitar a emissão de NF-e com quantidade maior do que a realmente disponível.

Como usar:

  1. Consulta automática
    • Ao selecionar o Produto (ou preencher o Código), o sistema busca automaticamente no módulo de estoque e preenche o campo com a quantidade disponível.
  2. Verificação antes da venda
    • Compare o valor mostrado em Estoque Disponível com o que você deseja lançar em Quantidade*.
    • Se tentar vender mais do que o estoque disponível, o sistema pode:
      • Impedir a emissão (dependendo da configuração), ou
      • Permitir a emissão mas gerar saldo negativo (estoque negativo).
  3. Controle de estoque
    • Esse campo serve para você se certificar de que há quantidade suficiente para atender o cliente antes de confirmar a nota.

Exemplo prático:

  • Produto: Arroz Tipo 1 – 5kg
  • Estoque disponível: 120 pacotes
  • Ao lançar a NF-e, se preencher Quantidade = 50, tudo certo, pois o estoque suporta.
  • Se tentar lançar Quantidade = 150, o sistema pode:
    • Avisar que o estoque é insuficiente, ou
    • Bloquear a emissão da NF-e (se configurado).

Observações importantes:

  • O campo é somente leitura, você não edita diretamente nele.
  • Ele depende do controle de estoque integrado do sistema. Se não houver movimentação de estoque configurada, pode aparecer sempre como “0”.
  • Ideal para empresas que precisam controlar inventário em tempo real e evitar vendas acima do disponível.

Em resumo:

O campo Estoque Disponível é um controle automático que mostra quanto do produto ainda está em estoque e serve como referência para validar a quantidade que será lançada na NF-e.

Como utilizar o campo U.M?

O campo U.M. (Unidade de Medida) na aba de Produtos da Emissão de NF-e é utilizado para indicar em qual unidade o produto está sendo comercializado e faturado na nota fiscal.

Como usar:

  1. Preenchimento automático
    • Quando você seleciona o Produto (ou insere o código), o sistema normalmente já preenche o campo U.M. com a unidade cadastrada para aquele item (ex.: UN, CX, KG, LT).
  2. Seleção manual
    • Caso o sistema permita alteração, você pode escolher outra unidade de medida cadastrada, mas ela deve estar compatível com o cadastro do produto e com a operação fiscal.
  3. Consistência com estoque e cálculo
    • A unidade escolhida deve ser a mesma utilizada no controle de estoque e no valor unitário.
    • Por exemplo:
      • Se o produto foi cadastrado em UN (unidade), não é possível lançar em KG sem uma conversão prévia.
      • Se foi cadastrado em CX (caixa com 12 unidades), a nota sairá nessa unidade, e o valor unitário será calculado por caixa.

Exemplos práticos:

  • UN → unidade (ex.: 1 celular, 1 cadeira, 1 pacote)
  • CX → caixa (ex.: caixa com 12 garrafas)
  • KG → quilograma (ex.: 2,5 kg de carne)
  • LT → litro (ex.: 10 litros de combustível)
  • MT → metro (ex.: 50 metros de cabo)

Observações importantes:

  • O campo U.M. deve estar de acordo com a unidade de medida cadastrada no produto e, ao mesmo tempo, compatível com a unidade informada no NCM do item.
  • O preenchimento incorreto pode gerar rejeição da NF-e na SEFAZ.
  • É recomendável sempre cadastrar o produto já com a unidade correta, para evitar inconsistências.

Em resumo:

O campo U.M. define como a quantidade do produto será expressa e faturada na NF-e, garantindo alinhamento entre estoque, preço e obrigações fiscais.

Como utilizar o campo Referência?

O campo Referência na aba de Produtos da Emissão de NF-e é usado para inserir um código interno ou referência auxiliar do produto, facilitando a identificação e rastreabilidade dentro da empresa.

Como usar:

  1. Preenchimento manual
    • Insira o código de referência que sua empresa utiliza para controlar aquele produto.
    • Esse código não é o mesmo que o código interno do cadastro do produto (campo Código), mas sim uma referência extra.
  2. Integração com estoque
    • O campo pode estar vinculado ao código do fornecedor ou ao código de barras secundário.
    • Isso facilita quando o mesmo produto tem diferentes identificadores dependendo do fornecedor ou da operação.
  3. Utilização prática
    • Serve para conciliar informações em relatórios internos.
    • Pode ser usado como campo de busca em sistemas integrados de gestão.

Exemplos práticos:

  • Uma loja de roupas cadastra uma calça jeans com:
    • Código: 001245 (interno do sistema)
    • Referência: CJ-2025 (referência usada no estoque ou pelo fornecedor)
  • Um supermercado cadastra um refrigerante com:
    • Código: 000568
    • Referência: REF600ML

Observações importantes:

  • Esse campo não é obrigatório para a SEFAZ, ou seja, não influencia na validação da NF-e.
  • Ele é usado principalmente para organização interna, facilitando consultas e relatórios.
  • Caso sua empresa use integração com fornecedores, o campo Referência ajuda a relacionar o produto interno com o produto do fornecedor.

Em resumo:

O campo Referência é uma identificação complementar do produto, usada para controles internos e conciliações, sem impacto direto na validação fiscal da NF-e.

Como utilizar o campo Valor Unitário?

O campo Valor Unitário na aba de Produtos da Emissão de NF-e serve para indicar o preço de venda de cada unidade do produto ou serviço que está sendo lançado na nota fiscal.

Como utilizar o campo:

  1. Preenchimento automático
    • Em muitos sistemas, o valor já vem preenchido de acordo com o cadastro do produto ou com a Tabela de Preços escolhida.
    • Se necessário, você pode alterar manualmente.
  2. Preenchimento manual
    • Caso o sistema não traga o valor, você deve digitar o preço unitário de venda do item.
    • Exemplo: Se você vende um item por R$ 25,00, esse é o valor que deve ser inserido.
  3. Cálculo automático
    • O sistema multiplica o Valor Unitário × Quantidade para calcular o Valor Total.
    • Exemplo:
      • Valor Unitário = R$ 50,00
      • Quantidade = 3
      • Valor Total = R$ 150,00

Observações importantes:

  • O valor deve respeitar a tabela de preços ou contrato com o cliente.
  • Caso haja desconto, você pode aplicar no campo Desconto ou Desconto em %, e o sistema recalculará o total.
  • O valor informado impacta diretamente na base de cálculo dos impostos (ICMS, PIS, COFINS, etc.).
  • É fundamental que o Valor Unitário informado na NF-e seja o mesmo do produto vendido, para evitar inconsistências fiscais.

Em resumo:

O Valor Unitário representa o preço por unidade do produto/serviço, sendo a base para o cálculo do total da nota e dos impostos.

Como utilizar o campo Quantidade?

O campo Quantidade na aba de Produtos da Emissão de NF-e serve para informar quantas unidades do produto ou serviço estão sendo vendidas ou movimentadas na nota fiscal.

Como utilizar o campo:

  1. Preenchimento manual
    • Digite o número de unidades do produto vendido.
    • Exemplo: se foram vendidos 10 pacotes de arroz, insira 10.
  2. Unidade de Medida (U.M)
    • A quantidade deve estar de acordo com a U.M (campo ao lado).
    • Exemplo:
      • U.M = “UN” → Quantidade = número de peças/unidades.
      • U.M = “KG” → Quantidade = peso total em quilos.
      • U.M = “CX” → Quantidade = número de caixas.
  3. Cálculo automático
    • O sistema multiplica automaticamente Quantidade × Valor Unitário, gerando o Valor Total.
    • Exemplo:
      • Quantidade = 5
      • Valor Unitário = R$ 20,00
      • Valor Total = R$ 100,00
  4. Cuidados importantes
    • Sempre verifique se a quantidade lançada está de acordo com a nota de venda ou pedido do cliente.
    • Uma quantidade incorreta pode alterar impostos e causar divergências na entrega.
    • Em casos de produtos fracionados (ex.: combustível, peso em kg, litros), insira casas decimais.
      • Exemplo: 2,5 litros de óleo → Quantidade = 2,500.

Exemplo prático:

  • Produto: Garrafa de água mineral
  • U.M: CX (caixa com 12 garrafas)
  • Quantidade: 3
  • Valor Unitário: R$ 20,00
  • Valor Total: R$ 60,00

Em resumo:

O campo Quantidade define a quantidade comercializada do item e, junto com o Valor Unitário, é a base do cálculo do valor total da nota e dos impostos.

Como utilizar o campo Desconto?

O campo Desconto na aba de Produtos da Emissão de NF-e é utilizado para registrar um abatimento no valor do item, reduzindo o total da operação.

Como utilizar o campo:

  1. Digite o valor do desconto
    • Insira o desconto aplicado diretamente em reais.
    • Exemplo: Produto custa R$ 100,00 → Desconto de 10,00 → Valor Total ficará R$ 90,00.
  2. Opção “Desconto em %”
    • Se você marcar essa caixa, o desconto informado será considerado como percentual.
    • Exemplo: Produto custa R$ 200,00 → Desconto de 10 (%) → Valor Total ficará R$ 180,00.
  3. Cálculo automático
    • O sistema subtrai o desconto do cálculo do Valor Total do produto.
    • Fórmula básica: Valor Total = (Quantidade × Valor Unitário) – Desconto
  4. Regras práticas
    • Se o desconto for informado em valor (sem marcar “Desconto em %”), ele será subtraído direto do preço.
    • Se o desconto for informado em percentual (com a opção marcada), o sistema calcula o valor do desconto automaticamente.

Exemplo 1 – Desconto em valor

  • Produto: Notebook
  • Valor Unitário: R$ 2.000,00
  • Quantidade: 1
  • Desconto: 200,00 (em reais)
  • Valor Total: R$ 1.800,00

Exemplo 2 – Desconto em %

  • Produto: Smartphone
  • Valor Unitário: R$ 1.000,00
  • Quantidade: 2
  • Desconto: 10 (em %)
  • Valor Total: R$ 1.800,00

Esse campo é útil para aplicar promoções, condições comerciais diferenciadas ou acordos diretos com o cliente.

Como utilizar o campo Desconto em %?

O campo Desconto em % dentro da aba de Produtos na Emissão de NF-e serve para aplicar um abatimento percentual sobre o valor total do item lançado na nota.

Como utilizar o campo Desconto em %:

  1. Preencha os campos principais do produto
    • Informe Quantidade e Valor Unitário.
    • O sistema calculará automaticamente o Valor Bruto (Quantidade × Valor Unitário).
  2. Marque a opção “Desconto em %”
    • Essa caixinha ao lado do campo de desconto deve estar selecionada.
    • Assim, o número digitado no campo de Desconto será interpretado como percentual.
  3. Digite o percentual de desconto
    • Exemplo: se você digitar 10, o sistema aplicará 10% de desconto sobre o valor bruto do item.
  4. Cálculo automático
    • Fórmula aplicada: Valor Total = (Quantidade × Valor Unitário) – [(Quantidade × Valor Unitário) × (% Desconto ÷ 100)]

Exemplos práticos:

Exemplo 1 – 1 produto com desconto em %

  • Quantidade: 2
  • Valor Unitário: R$ 100,00
  • Desconto: 10%
  • Valor Bruto = 2 × 100 = R$ 200,00
  • Desconto = R$ 20,00
  • Valor Total = R$ 180,00

Exemplo 2 – 5 produtos com desconto em %

  • Quantidade: 5
  • Valor Unitário: R$ 50,00
  • Desconto: 20%
  • Valor Bruto = 5 × 50 = R$ 250,00
  • Desconto = R$ 50,00
  • Valor Total = R$ 200,00

Ou seja:

Se marcar “Desconto em %”, o valor será interpretado como percentual.

Se não marcar “Desconto em %”, o valor no campo Desconto será considerado em reais.

Como utilizar o campo Valor Total?

O campo Valor Total na aba de Produtos da Emissão de NF-e é um campo calculado automaticamente pelo sistema, que representa o valor final do item lançado, considerando quantidade, valor unitário e eventuais descontos.

Como funciona o Valor Total:

  1. Preencha os campos básicos:
    • Quantidade do produto;
    • Valor Unitário (preço de venda por unidade);
    • Caso exista, informe Desconto (em R$ ou em %) antes do cálculo.
  2. Cálculo automático:
    • O sistema multiplica a quantidade pelo valor unitário.Aplica os descontos preenchidos.Exibe o resultado no campo Valor Total.
    Fórmula: Valor Total = (Quantidade × Valor Unitário) – Descontos
  3. Exemplo prático sem desconto:
    • Quantidade: 3
    • Valor Unitário: R$ 50,00
    • Valor Total = 3 × 50 = R$ 150,00
  4. Exemplo prático com desconto em valor:
    • Quantidade: 5
    • Valor Unitário: R$ 20,00
    • Desconto: R$ 10,00
    • Valor Total = (5 × 20) – 10 = R$ 90,00
  5. Exemplo prático com desconto em %:
    • Quantidade: 2
    • Valor Unitário: R$ 100,00
    • Desconto em %: 10%
    • Valor Bruto = 200,00
    • Desconto = 20,00
    • Valor Total = R$ 180,00

Ou seja, você não precisa digitar nada diretamente no Valor Total, ele é preenchido pelo sistema conforme os outros campos. Ele serve para você conferir se o cálculo do item está correto antes de confirmar a nota.

Como utilizar o campo Origem?

O campo Origem na aba de Produtos da Emissão de NF-e é utilizado para indicar a origem da mercadoria que está sendo comercializada. Essa informação é obrigatória e influencia diretamente no cálculo dos tributos, especialmente ICMS.

Como utilizar o campo Origem:

  1. Seleção do código
    • O campo geralmente abre uma lista de opções padronizadas pela legislação (Convênio SINIEF).
    • Você deve escolher o código que representa de onde veio o produto.
  2. Principais opções de Origem (ICMS):
    • 0 – Nacional: produzido no Brasil.1 – Estrangeira – Importação direta: produto importado comprado diretamente do exterior.2 – Estrangeira – Adquirida no mercado interno: produto importado, mas comprado de um fornecedor brasileiro.3 – Nacional, com conteúdo de importação superior a 40%.4 – Nacional, cuja produção tenha conteúdo de importação entre 20% e 40%.5 – Nacional, com conteúdo de importação inferior ou igual a 20%.6 – Nacional, sem conteúdo de importação.7 – Estrangeira – importado diretamente sem similar nacional.8 – Estrangeira – adquirido no mercado interno sem similar nacional.
    (Obs.: A lista pode variar conforme atualizações do sistema, mas esses são os principais códigos).
  3. Exemplo prático:
    • Se você está vendendo um produto que foi fabricado no Brasil, escolha 0 – Nacional.
    • Se você vende um item importado diretamente da China, selecione 1 – Estrangeira – Importação direta.
    • Caso compre de um distribuidor brasileiro que importa os produtos, selecione 2 – Estrangeira – Adquirida no mercado interno.
  4. Importância:
    • O código de origem é usado pelo sistema da SEFAZ para validar a tributação.
    • Erros nesse campo podem gerar rejeição da NF-e ou tributação incorreta.

Resumindo:

No campo Origem, você deve indicar se o produto é nacional ou importado, e em alguns casos, o percentual de conteúdo de importação.

Como utilizar o campo CST ICMS?

O campo CST ICMS (Código de Situação Tributária do ICMS) serve para indicar ao fisco como será feita a tributação do ICMS sobre o produto ou serviço na Nota Fiscal eletrônica. Esse código é obrigatório e varia conforme o regime tributário da empresa (Simples Nacional ou Regime Normal).

Como utilizar o campo CST ICMS:

  1. Identifique o regime tributário da sua empresa
    • Se sua empresa é Simples Nacional, você deve usar CSOSN (Código de Situação da Operação no Simples Nacional).
    • Se sua empresa é Lucro Real ou Lucro Presumido, você deve usar o CST ICMS.
  2. Selecione o código correto
    O sistema abrirá uma lista de códigos definidos pela legislação. Exemplos de CST ICMS (Regime Normal):
    • 00 – Tributada integralmente → aplica a alíquota cheia de ICMS.10 – Tributada e com cobrança de ICMS por substituição tributária (ST).20 – Com redução de base de cálculo → o ICMS incide sobre parte do valor.30 – Isenta ou não tributada e com cobrança de ICMS por ST.40 – Isenta → não paga ICMS.41 – Não tributada.60 – ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária → não recolhe novamente.90 – Outros → situações especiais.

    Exemplos de CSOSN (Simples Nacional):
    • 101 – Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito.
    • 102 – Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito.
    • 300 – Imune.
    • 400 – Não tributada.
    • 500 – ICMS cobrado anteriormente por ST.
    • 900 – Outros casos no Simples Nacional.
  3. Exemplo prático:
    • Sua empresa é do Simples Nacional e vende roupas tributadas normalmente → use CSOSN 102.
    • Uma empresa de Lucro Presumido vendendo eletrônicos com ICMS cheio → use CST 00.
    • Se o produto for isento de ICMS (exemplo: livros) → CST 40.
  4. Impacto:
    • O CST/CSOSN define como o sistema calcula o ICMS.
    • Se escolhido errado, pode gerar nota rejeitada pela SEFAZ ou tributação indevida.

Resumindo:

No campo CST ICMS, você deve selecionar o código que representa a forma correta de tributação do ICMS para aquele produto, de acordo com o regime tributário da sua empresa e a legislação aplicável.

Como utilizar o campo CFOP?

O campo CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações) é utilizado para identificar a natureza da circulação da mercadoria ou da prestação de serviço em uma Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Esse código é fundamental porque define se a operação é de venda, devolução, transferência, remessa, importação, exportação, entre outras situações. Além disso, o CFOP é o que orienta a apuração dos tributos (ICMS, IPI, PIS, COFINS, etc.).

Como utilizar o campo CFOP:

  1. Defina o tipo de operação
    O CFOP varia de acordo com:
    • Destino da mercadoria/serviço → dentro do estado, para outro estado ou para o exterior.
    • Natureza da operação → venda, devolução, transferência, remessa, consumo próprio etc.
  2. Identifique a faixa correta do CFOP
    Os códigos são formados por 4 dígitos, e o primeiro dígito indica o tipo de operação:
    • 1.XXX → Entrada de mercadoria ou serviço dentro do estado
    • 2.XXX → Entrada de mercadoria ou serviço de outro estado
    • 3.XXX → Entrada de mercadoria ou serviço do exterior (importação)
    • 5.XXX → Saída de mercadoria ou prestação de serviço dentro do estado
    • 6.XXX → Saída de mercadoria ou prestação de serviço para outro estado
    • 7.XXX → Saída de mercadoria ou prestação de serviço para o exterior (exportação)
  3. Exemplos práticos de CFOP mais usados:
    • 5102 → Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros (dentro do estado).
    • 6102 → Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros (fora do estado).
    • 5101 → Venda de produção do estabelecimento (dentro do estado).
    • 1102 → Compra para comercialização (dentro do estado).
    • 2102 → Compra para comercialização (fora do estado).
    • 1202 → Devolução de compra para comercialização (dentro do estado).
    • 6202 → Devolução de compra para comercialização (fora do estado).
    • 7102 → Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros (exportação).
  4. Impacto no sistema
    • O CFOP informado no campo define como o sistema calculará os impostos sobre aquela operação.
    • Se o CFOP for incorreto, a NF-e pode ser rejeitada pela SEFAZ ou gerar problemas fiscais.

Resumo prático:

No campo CFOP, selecione o código que corresponde ao tipo de operação que você está realizando (entrada, saída, devolução, importação, exportação etc.), considerando se é dentro do estado, interestadual ou internacional.

Como utilizar o campo CST CBS/IBS?

O campo CST CBS/IBS serve para indicar o Código de Situação Tributária relacionado às novas contribuições que substituem o PIS/COFINS: o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), criados pela reforma tributária.

Esse código define como será o tratamento tributário da operação (se é tributada normalmente, isenta, sujeita à substituição tributária, diferida, etc.).

Como utilizar o campo CST CBS/IBS:

  1. Identifique o tipo de operação
    Antes de preencher, é necessário saber se a operação é:
    • Tributada normalmente (com alíquota integral).
    • Tributada com alíquota reduzida ou diferenciada.
    • Isenta ou não tributada.
    • Com substituição tributária.
    • Com diferimento ou suspensão da cobrança.
  2. Selecione o código correto
    O CST CBS/IBS é representado por números pré-definidos pela legislação, semelhantes ao CST do PIS/COFINS.
    Alguns exemplos comuns:
    • 01 – Operação tributada integralmente
    • 04 – Operação isenta da contribuição
    • 05 – Operação sujeita à substituição tributária
    • 06 – Operação com suspensão da cobrança
    • 07 – Operação com diferimento
    • 08 – Operação não tributada pelo CBS/IBS
  3. Impacto no cálculo
    • O código informado determina se o sistema vai calcular ou não o CBS/IBS sobre o produto/serviço.
    • Se preenchido incorretamente, pode causar rejeição da NF-e pela SEFAZ ou recolhimento indevido de tributos.
  4. Exemplo prático
    • Uma venda de mercadoria comum para consumidor final dentro do estado → CST 01 (tributada integralmente).
    • Uma venda de produto com isenção específica (como alguns medicamentos ou livros) → CST 04 (isento).
    • Uma operação em que o imposto é recolhido por outro contribuinte → CST 05 (substituição tributária).

Resumo prático:

No campo CST CBS/IBS, escolha o código que indica como a operação deve ser tributada de acordo com a legislação vigente. Isso vai dizer ao sistema se calcular, suspender ou isentar o CBS/IBS na sua NF-e.

Como utilizar o campo Classificação Tributária CBS/IBS?

O campo Classificação Tributária CBS/IBS é utilizado para definir de forma detalhada qual regra tributária se aplica ao produto ou serviço em relação às novas contribuições do CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Ele complementa o campo CST CBS/IBS, informando a natureza da tributação segundo a legislação federal e municipal, para que o sistema calcule corretamente os impostos e a NF-e seja aceita pela SEFAZ.

Como utilizar o campo Classificação Tributária CBS/IBS:

  1. Analise a natureza da operação
    Verifique se o item que você está vendendo ou comprando:
    • É tributado normalmente (com alíquota cheia).
    • Tem alíquota diferenciada ou reduzida.
    • É isento, imune ou não tributado.
    • Está sujeito a substituição tributária, suspensão ou diferimento.
  2. Selecione a classificação correta
    As classificações tributárias seguem códigos oficiais da Receita Federal e da legislação estadual/municipal, por exemplo:
    • Tributação integral – quando o produto paga a alíquota cheia do CBS/IBS.
    • Isento ou imune – quando há previsão legal que dispensa o tributo (ex.: livros, alguns medicamentos, exportações).
    • Não tributado – operações fora do campo de incidência do CBS/IBS.
    • Substituição tributária – quando o recolhimento é feito por outra empresa da cadeia.
    • Suspensão/Diferimento – quando o pagamento do tributo é adiado ou transferido.
  3. Impacto no cálculo da NF-e
    • Essa classificação define como o sistema deve aplicar a alíquota do CBS/IBS.
    • Caso informada incorretamente, a NF-e pode ser rejeitada ou gerar diferenças tributárias na apuração fiscal.
  4. Exemplo prático
    • Venda de um produto comum → Classificação: “Tributação Integral”.
    • Venda de livros → Classificação: “Isento/Imune”.
    • Venda de um item com isenção específica em lei municipal → Classificação: “Isento (legislação municipal)”.
    • Venda com suspensão da cobrança por incentivo fiscal → Classificação: “Suspensão”.

Resumo prático:

O campo Classificação Tributária CBS/IBS serve para detalhar como o item será tributado dentro da regra do CBS/IBS. Ele deve ser preenchido conforme a legislação aplicável, garantindo que o sistema calcule corretamente e que a NF-e seja validada sem erros fiscais.

Como utilizar o campo Conta Gerencial?

O campo Conta Gerencial serve para vincular a operação (no caso, a venda do produto ou serviço na emissão da NF-e) a uma conta de gestão interna da empresa, normalmente utilizada no controle financeiro e contábil.

Esse campo não afeta a parte fiscal da NF-e enviada para a SEFAZ, mas sim a gestão interna da empresa no sistema, ajudando a organizar receitas e despesas de acordo com categorias definidas pelo gestor.

Como utilizar o campo Conta Gerencial

  1. Defina o plano de contas gerencial da empresa
    • Antes de usar, a empresa precisa ter um plano de contas gerencial cadastrado no sistema (ex.: Vendas de Mercadorias, Serviços Prestados, Despesas Administrativas, etc.).
    • Essas contas podem ser diferentes do plano contábil oficial, pois são voltadas para análise gerencial.
  2. Selecione a conta correspondente à operação
    • Ao incluir um item ou serviço na NF-e, você vincula a operação a uma conta gerencial.
    • Exemplos:
      • Venda de produto → Receita de Vendas de Mercadorias
      • Venda de serviço → Receita de Serviços
      • Bonificação → Despesas Comerciais
  3. Impacto no sistema
    • A NF-e segue normalmente para a SEFAZ, mas internamente o sistema registra a operação naquela conta gerencial.
    • Isso permite relatórios como:
      • Quanto cada linha de receita representa.
      • Comparação de despesas e receitas por centro de custo.
      • Análises de lucratividade por categoria de produto.
  4. Exemplo prático
    • Você vende um celular.
    • Na parte fiscal, a NF-e mostra CFOP, CST, ICMS, etc.
    • Na parte gerencial, você marca essa venda como Conta Gerencial → Receita de Eletrônicos.
    • Assim, nos relatórios, consegue separar as vendas de eletrônicos de outros tipos de produto.

Resumo prático:

O campo Conta Gerencial é um recurso de gestão interna, usado para classificar cada operação de acordo com um plano de contas definido pela empresa. Ele não interfere na validação fiscal da NF-e, mas melhora muito a análise financeira, de custos e de lucratividade.

Como utilizar o campo Centro de Custo?

O campo Centro de Custo é usado para identificar em qual área, departamento, filial ou projeto da empresa aquela operação (no caso, o item da NF-e) será registrada. Ele não altera a parte fiscal da NF-e enviada para a SEFAZ, mas é fundamental para a gestão financeira e contábil interna.

Como utilizar o campo Centro de Custo

  1. Defina os centros de custo na empresa
    • Antes de preencher, a empresa precisa ter configurado no sistema seus centros de custo, que podem ser:
      • Departamentos (ex.: Marketing, Vendas, Administrativo, Produção).
      • Filiais ou lojas (ex.: Loja 1 – Salvador, Loja 2 – Feira de Santana).
      • Projetos específicos (ex.: Projeto Expansão, Obra X, Cliente Y).
  2. Associe cada operação ao centro de custo correto
    • Ao lançar o produto/serviço na NF-e, escolha o centro de custo correspondente.
    • Exemplo:
      • Compra de papelaria → Centro de Custo: Administrativo.
      • Venda de mercadoria feita pela filial → Centro de Custo: Loja B.
      • Serviço prestado em um contrato específico → Centro de Custo: Projeto Cliente X.
  3. Impacto no sistema
    • Essa informação não vai para a SEFAZ, mas é registrada no sistema.
    • Permite relatórios como:
      • Qual departamento está consumindo mais recursos.
      • Receita por centro de custo (qual filial ou área gera mais vendas).
      • Controle de despesas em cada projeto.
  4. Exemplo prático
    • Você emite uma NF-e de venda de software.
    • No campo Centro de Custo, seleciona Unidade Salvador.
    • Nos relatórios, conseguirá ver separadamente as vendas dessa unidade em relação a outras cidades.

Resumo prático:

O campo Centro de Custo serve para classificar cada operação por área, filial ou projeto da empresa. Ele não afeta a NF-e fiscalmente, mas organiza os dados para relatórios de gestão, ajudando a analisar custos, receitas e lucratividade por setor.