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Como Emitir NFe

Como fazer a Emissão de NFe?

1. Preenchendo os Dados Gerais

Na tela que você enviou, temos os seguintes campos:

  • Data Emissão* → Data/hora em que você está emitindo a NF-e. O sistema normalmente preenche automático.
  • Data Saída/Entrada* → Quando a mercadoria sai (venda) ou entra (compra).
  • Tipo Emissão* → Normal (caso comum). Só altere em contingência (quando a SEFAZ está fora do ar).
  • Natureza da Operação* → Descreve a finalidade da nota, ex.: “Venda de mercadoria dentro do estado”, “Venda fora do estado”, “Devolução”, etc.
  • Frete* → Escolha:
    • 0 → Por conta do emitente
    • 1 → Por conta do destinatário
    • 9 → Sem ocorrência de transporte (se não há frete)
  • Valor Frete → Caso haja frete, informe aqui. Se não, deixe “0,00”.
  • Finalidade* → 1 – NF-e Normal (caso padrão). Existem outras como Ajuste ou Devolução.
  • Tipo Complemento → Só usa se for nota complementar.
  • Tipo Pagamento* → Informe como o cliente vai pagar (à vista, a prazo, cartão, boleto, etc.).
  • Vendedor → Se o sistema tiver vendedores cadastrados, você pode selecionar.
  • Indicador de Presença* →
    • 1 → Operação presencial (normal em loja)
    • 2 → Internet
    • 4 → NFC-e (cupom eletrônico)
  • Destino da Operação
    • 1 → Dentro do estado
    • 2 → Fora do estado
    • 3 → Exterior
  • Série → Numeração usada pela empresa (geralmente “1”).
  • Localização do Estoque → Se você controla múltiplos estoques, escolha de onde sai o produto.
  • Indicador de Intermediador → Ex.: se foi venda por marketplace ou site.
  • Inscrição do Substituto Tributário → Preencher se houver operação com substituição tributária (ST).

2. Inclusão de Produtos

Depois dessa tela, você vai para a aba de Produtos/Serviços.
Lá deve preencher cada item vendido com:

  • Código interno do produto
  • Descrição
  • NCM (classificação fiscal)
  • CFOP (ex.: 5102 = venda dentro do estado, 6102 = fora do estado)
  • Quantidade
  • Unidade de medida
  • Valor unitário
  • Impostos (ICMS, IPI, PIS, COFINS etc.)

3. Totais

O sistema soma automaticamente os valores dos produtos + impostos + frete.
Aqui você só confere se está batendo.

4. Transporte

Se tiver transportadora:

  • CNPJ/CPF da transportadora
  • Placa do veículo
  • UF do veículo
  • Quantidade de volumes e peso

Se não tiver, deixe “Sem ocorrência de transporte” (como você marcou na tela).

5. Pagamento

Aqui você detalha as formas de pagamento:

  • À vista, boleto, cartão, duplicata, Pix, etc.
  • Pode ser dividido em parcelas.

6. Informações Adicionais

  • Observações fiscais obrigatórias (ex.: isenção de ICMS, informações do cliente, etc.).
  • Dados complementares para o cliente.

7. Assinatura Digital e Envio

  • Clique em Salvar para guardar os dados.
  • Clique em Enviar para transmitir à SEFAZ (precisa do certificado digital válido).
  • Se a SEFAZ autorizar, você pode clicar em DANFe para gerar o PDF da nota fiscal.

Resumo simples do fluxo:

Preenche Dados Gerais → 2. Adiciona Produtos → 3. Confere Totais → 4. Preenche Transporte → 5. Define Pagamento → 6. Observações → 7. Salvar → Enviar → Imprimir DANFe.

Para que serve o campo Data Emissão?

O campo Data de Emissão na NF-e serve para indicar o momento exato em que a nota fiscal foi gerada no sistema e transmitida à SEFAZ.

Funções principais da Data de Emissão:

  • Registro Fiscal: É a data oficial que a Receita Federal/SEFAZ considera para fins fiscais e contábeis.
  • Controle de Prazo: Define prazos de recolhimento de impostos (ICMS, PIS, COFINS etc.).
  • Validade da NF-e: Sem a data de emissão correta, a nota pode ser rejeitada.
  • Auditoria e Compliance: Garante que a operação seja rastreável e esteja dentro das normas tributárias.
  • Referência em relatórios: Usada em relatórios de vendas, fluxo de caixa e obrigações acessórias (SPED, EFD).

Importante:

Alterar manualmente de forma incorreta pode causar inconsistências fiscais.

Geralmente é preenchida automaticamente pelo sistema.

Não pode ser posterior à data de saída da mercadoria.

Para que serve o campo Data Saída/Entrada?

O campo Data Saída/Entrada na NF-e tem a função de registrar o momento em que a mercadoria efetivamente sai do seu estabelecimento (quando você é o emissor) ou entra no estabelecimento do cliente (quando você é o destinatário).

Para que serve:

  • Controle logístico: Define quando a mercadoria deixou o estoque ou chegou ao destino.
  • Obrigação fiscal: Essa data é usada pela SEFAZ para conferir o transporte da mercadoria, junto com o MDF-e (quando houver).
  • Documentação de transporte: O DANFe (que acompanha o caminhão/motorista) mostra essa data, servindo de comprovação em fiscalizações na estrada.
  • Apuração de impostos: Em alguns casos, pode impactar o cálculo do período de apuração do ICMS.

Diferença em relação à Data de Emissão:

  • Data de Emissão → quando a nota fiscal foi gerada no sistema e autorizada pela SEFAZ.
  • Data de Saída/Entrada → quando a mercadoria realmente saiu ou entrou fisicamente no estoque.

Exemplo prático:

Data de Saída: 16/10

Você emite a nota hoje (15/10), mas a transportadora só vai coletar amanhã (16/10).

Data de Emissão: 15/10

Para que serve o campo Tipo Emissão?

O campo Tipo Emissão na NF-e serve para indicar a forma como a nota fiscal está sendo emitida e transmitida para a SEFAZ.

Na prática, ele define se a nota será emitida em condições normais ou em contingência (quando há problemas técnicos que impedem a transmissão em tempo real).

Principais opções do Tipo de Emissão:

  1. Emissão Normal
    • É a forma padrão.
    • A NF-e é transmitida online para a SEFAZ e precisa da autorização antes da mercadoria sair.
  2. Contingência FS (Formulário de Segurança)
    • Usado quando há falha na comunicação com a SEFAZ.
    • A nota é impressa em papel especial autorizado (formulário de segurança).
  3. Contingência FS-DA (Formulário de Segurança Documento Auxiliar)
    • Similar ao FS, mas usa formulário autorizado para impressão do DANFe.
  4. Contingência DPEC (Declaração Prévia de Emissão em Contingência)
    • Era um modelo antigo, praticamente em desuso.
  5. Contingência SVC (Sefaz Virtual de Contingência)
    • A NF-e é autorizada por um servidor de contingência mantido pela SEFAZ nacional.
    • Muito usada atualmente quando a SEFAZ do estado está fora do ar.

Resumindo:

  • Emissão Normal → quando o sistema e a SEFAZ estão funcionando corretamente.
  • Contingência → quando não é possível transmitir no momento, mas você precisa liberar a mercadoria. Depois, a NF-e deve ser transmitida à SEFAZ assim que possível.

Importante:

Sempre que possível, utilize Emissão Normal, pois notas em contingência podem gerar divergências se não forem transmitidas posteriormente.

Para que serve o campo Natureza de Operação?

O campo Natureza de Operação na NF-e serve para descrever, de forma clara e resumida, o motivo da emissão da nota fiscal.

É ele que define a finalidade da operação comercial ou fiscal (ex.: venda, devolução, transferência, bonificação, simples remessa, exportação etc.).

Exemplos comuns de Natureza de Operação:

  • Venda de mercadoria dentro do estado → quando você vende para cliente do mesmo estado.
  • Venda de mercadoria fora do estado → quando vende para outro estado.
  • Devolução de mercadoria → quando o cliente devolve o produto.
  • Remessa em comodato → quando envia mercadoria para uso temporário.
  • Transferência de estoque → envio de mercadorias entre filiais.
  • Exportação → venda para fora do país.

Relação com CFOP

  • A Natureza de Operação é um texto explicativo.
  • O sistema, a partir dela, associa o CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações), que é o código oficial usado pela SEFAZ para identificar a operação.
    • Exemplo:
      • Natureza da operação: “Venda de mercadoria dentro do estado”
      • CFOP correspondente: 5102

Resumo simples:

Serve para facilitar o entendimento de fiscais, contadores e do próprio cliente.

Esse campo aparece no DANFe.

É a descrição “em português” da operação.

Para que serve o campo Frete?

O campo Frete na NF-e serve para indicar quem é o responsável pelo transporte da mercadoria e como esse custo será tratado na operação.

Ele define a modalidade do frete de acordo com a tabela oficial da SEFAZ:

Opções do campo Frete:

  • 0 – Contratação do Frete por conta do emitente (CIF):
    O vendedor paga o frete.
  • 1 – Contratação do Frete por conta do destinatário/remetente (FOB):
    O comprador paga o frete.
  • 2 – Contratação do Frete por conta de terceiros:
    Uma empresa/terceiro assume o frete.
  • 3 – Transporte próprio por conta do remetente:
    O próprio emitente entrega com veículo próprio.
  • 4 – Transporte próprio por conta do destinatário:
    O próprio comprador retira ou transporta a mercadoria.
  • 9 – Sem ocorrência de transporte:
    Usado quando não há transporte (ex.: venda no balcão, retirada imediata pelo cliente).

Importância prática:

Serve para auditoria e fiscalização no transporte da mercadoria.

Determina se haverá valor de frete incluso na NF-e.

Impacta no cálculo de impostos (ICMS-ST, PIS, COFINS), já que o frete pode compor a base de cálculo.

Para que serve o campo Valor Frete?

O campo Valor Frete na NF-e serve para registrar o custo do transporte da mercadoria quando houver contratação de frete.

Ele deve ser preenchido de acordo com o que foi combinado entre vendedor, comprador e transportadora.

Como funciona:

  • Se o frete for contratado (modalidades 0, 1, 2, 3 ou 4 do campo Frete), o valor pago pelo transporte deve ser informado aqui.
  • Se não houver frete (opção 9 – Sem ocorrência de transporte), o campo deve ficar zerado (0,00).

Importância prática:

  1. Composição do valor total da NF-e → o frete soma ao valor dos produtos, e pode impactar o valor total da nota.
  2. Base de cálculo de impostos → em algumas situações o frete é incluído na base de cálculo do ICMS, PIS e COFINS.
  3. Transparência para o cliente → mostra quem pagou o frete e quanto ele custou.
  4. Auditoria fiscal → evita divergências em fiscalizações da SEFAZ e em conferências contábeis.

Exemplo:

Total da NF-e: R$ 1.150,00

Venda de mercadorias: R$ 1.000,00

Valor do frete: R$ 150,00

Para que serve o campo Finalidade?

O campo Finalidade na NF-e serve para indicar qual é o objetivo daquela nota fiscal eletrônica, ou seja, o tipo de operação que você está registrando perante a SEFAZ.

Esse campo é essencial porque define como a nota será tratada pela fiscalização e pela contabilidade.

As opções de Finalidade são:

  1. NF-e Normal
    • Usada na maioria das operações (venda, prestação de serviço, remessa etc.).
    • É a emissão padrão.
  2. NF-e Complementar
    • Quando é preciso complementar informações de uma NF-e anterior, por exemplo:
      • Diferença de preço.
      • Diferença de quantidade.
      • Impostos que ficaram faltando.
  3. NF-e de Ajuste
    • Usada para ajustar lançamentos contábeis/fiscais, sem que haja circulação de mercadoria.
    • Exemplo: correção de crédito de ICMS.
  4. Devolução/Retorno
    • Quando a mercadoria retorna ao remetente ou é devolvida pelo comprador.
    • Exemplo: cliente devolve produto defeituoso.

Resumo prático:

Se o cliente devolveu o produto → Devolução.

Se você está fazendo uma venda comum → NF-e Normal.

Se precisa corrigir uma nota emitida anteriormente → Complementar ou Ajuste.

Para que serve o campo Tipo Complemento?

O campo Tipo Complemento na NF-e é usado apenas em situações especiais, quando você precisa emitir uma nota complementar.

Ele serve para indicar qual aspecto da nota fiscal anterior está sendo corrigido ou complementado.

Situações em que é utilizado:

  1. Complemento de Imposto
    • Quando a NF-e anterior foi emitida com alíquota de ICMS, IPI, PIS ou COFINS menor do que deveria.
    • Exemplo: você destacou 12% de ICMS mas deveria ter sido 18%.
  2. Complemento de Preço
    • Quando o valor do produto ou serviço foi informado incorretamente (menor do que o correto).
    • Exemplo: a nota saiu com R$ 1.000,00 mas o valor correto era R$ 1.200,00.
  3. Complemento de Quantidade
    • Quando a quantidade de mercadoria lançada na nota foi menor do que a realmente vendida/fornecida.
    • Exemplo: a NF-e saiu com 10 unidades, mas o correto era 12.

Relação com a Finalidade:

  • Se a Finalidade escolhida for “NF-e Complementar”, o sistema libera o campo Tipo Complemento para você indicar se está complementando Imposto, Preço ou Quantidade.
  • Em notas normais (Finalidade = NF-e Normal), esse campo fica em branco.

Resumo prático:

NF-e Complementar → você precisa escolher no Tipo Complemento o que está sendo corrigido (imposto, preço ou quantidade).

NF-e Normal → não usa esse campo.

Para que serve o campo Tipo Pagamento?

O campo Tipo Pagamento na NF-e serve para informar como o comprador vai pagar pela operação registrada na nota.

Esse campo é importante porque a forma de pagamento influencia tanto na contabilidade quanto em algumas obrigações fiscais (como registro em SPED e emissão de duplicatas).

Principais opções de Tipo de Pagamento:

  • 0 – Pagamento à Vista
    → Quando o cliente paga no ato (dinheiro, Pix, cartão, etc.).
  • 1 – Pagamento a Prazo
    → Quando o pagamento será feito futuramente (boleto, duplicata, carnê, parcelamento).
  • 2 – Outros
    → Usado em casos especiais, como compensação, permuta, doação ou quando não se enquadra nos dois anteriores.

Para que serve na prática:

Organização do DANFe → o cliente consegue ver claramente se a operação foi à vista ou a prazo.

Controle financeiro → indica se a empresa vai receber no mesmo dia ou se terá um crédito futuro.

Integração contábil → os sistemas contábeis usam esse campo para classificar as contas a receber.

SPED Fiscal e Contribuições → a Receita cruza essas informações com o fluxo de caixa e declarações.

Para que serve o campo Vendedor?

O campo Vendedor na NF-e serve para identificar quem realizou a venda dentro da sua empresa.

Ele é mais voltado para controle interno e gestão comercial, não sendo um campo obrigatório para a SEFAZ, mas muito útil para relatórios e acompanhamento de desempenho.

Para que ele serve na prática:

  1. Controle de comissão
    • Permite vincular a nota ao vendedor responsável, facilitando o cálculo de comissões.
  2. Relatórios de vendas
    • Ajuda a gerar relatórios por vendedor, verificando quem vendeu mais em determinado período.
  3. Gestão de equipe comercial
    • Dá visibilidade sobre desempenho individual dentro da empresa.
  4. Atendimento ao cliente
    • Facilita identificar quem negociou com o cliente em caso de dúvidas ou pós-venda.

Importante:

No DANFe, pode ou não aparecer, dependendo da configuração do sistema.

Esse campo não impacta nos cálculos de impostos nem na validade fiscal da NF-e.

Para que serve o campo Indicador de Presença?

O campo Indicador de Presença na NF-e serve para informar se a venda foi feita com o comprador presente fisicamente ou não, e também se foi realizada por meio eletrônico.

Esse campo é importante porque ajuda a Receita Federal e a SEFAZ a identificar o ambiente em que a operação ocorreu — presencial, internet, telefone, aplicativo etc.

Opções do Indicador de Presença (conforme tabela oficial):

  • 0 – Não se aplica
    → Usado quando a operação não envolve venda ao consumidor final (ex.: transferência entre empresas).
  • 1 – Operação presencial
    → Cliente está fisicamente no estabelecimento (balcão, loja).
  • 2 – Operação não presencial, pela internet
    → Venda em e-commerce, site próprio ou marketplace.
  • 3 – Operação não presencial, teleatendimento
    → Venda realizada por telefone.
  • 4 – NFC-e em operação presencial, fora do estabelecimento
    → Exemplo: venda com emissão de cupom fiscal eletrônico em feiras, entregas externas.
  • 5 – Operação presencial, fora do estabelecimento
    → Exemplo: vendedor externo usando NF-e em campo.
  • 9 – Operação não presencial, outros
    → Qualquer outra forma de venda remota não listada acima (ex.: aplicativo específico, venda via integração de sistemas).

Por que é importante:

Dá clareza para fiscalização sobre o tipo de comércio (presencial ou digital).

Afeta a forma de tributação em alguns casos.

Permite cruzamento de dados com meios de pagamento (cartão, boleto, Pix).

Para que serve o campo Destino da Operação(opcional)?

O campo Destino da Operação (opcional) na NF-e serve para indicar para onde a mercadoria ou o serviço está sendo destinado, ou seja, se a operação acontece dentro do mesmo estado, em outro estado ou fora do país.

Esse campo complementa a Natureza da Operação e é usado pela SEFAZ para definir as regras fiscais aplicáveis (principalmente ICMS).

Opções mais comuns do campo:

  • 1 – Operação interna
    → Quando a mercadoria é vendida para um cliente dentro do mesmo estado do emitente.
    (Ex.: empresa em MG vendendo para cliente em MG)
  • 2 – Operação interestadual
    → Quando a mercadoria é vendida para um cliente em outro estado.
    (Ex.: empresa em MG vendendo para cliente em SP)
  • 3 – Operação com exterior
    → Quando a mercadoria é destinada para fora do Brasil (exportação).

Por que é importante:

  • Definição da alíquota de ICMS
    → As alíquotas variam se a venda é dentro do estado ou para fora dele.
  • Validação fiscal
    → A SEFAZ cruza o destino informado com o CFOP e a Natureza da Operação para evitar inconsistências.
  • Exportações
    → No caso de exportação, permite aplicação de isenção ou não incidência de ICMS/PIS/COFINS.

Resumo prático:

Exterior → Exportação com regras fiscais específicas.

Dentro do estado → ICMS interno.

Fora do estado → ICMS interestadual (e pode ter partilha do DIFAL para consumidor final).

Para que serve o campo Serie?

O campo Série na NF-e serve para organizar a numeração das notas fiscais emitidas pela empresa.

Cada nota fiscal tem um número e uma série, e juntos formam a identificação única da NF-e.

Para que ele é usado:

  1. Separar tipos de notas
    • Uma empresa pode usar séries diferentes para distinguir operações.
    • Exemplo:
      • Série 1 → vendas normais.
      • Série 2 → devoluções.
      • Série 3 → operações em outro sistema/filial.
  2. Controle fiscal e contábil
    • A Receita Federal acompanha as notas pela sequência de número + série, evitando duplicidades.
  3. Gestão de filiais ou sistemas
    • Se a empresa tem várias filiais ou diferentes sistemas emissores, cada um pode usar uma série própria para facilitar o controle.

Exemplo prático:

  • NF-e nº 150, Série 1 → venda normal.
  • NF-e nº 150, Série 2 → devolução.
    Apesar do mesmo número, a série diferente distingue as operações.

Resumo:

Empresas maiores ou com operações distintas podem adotar séries diferentes para organizar melhor o controle fiscal.

Geralmente, empresas pequenas usam sempre a Série 1.

Para que serve o campo Localização do Estoque?

O campo Localização do Estoque na NF-e serve para indicar de qual estoque físico ou depósito os produtos da nota estão saindo.

Esse campo é útil principalmente para empresas que têm mais de um ponto de armazenagem ou setores diferentes de estoque.

Para que ele é usado na prática:

  1. Controle de Estoque
    • Permite registrar exatamente de qual depósito, filial ou setor a mercadoria saiu.
    • Evita divergências em sistemas de gestão quando há vários locais de armazenagem.
  2. Organização interna
    • Facilita relatórios de movimentação por local, ajudando a saber qual estoque foi movimentado.
  3. Gestão de filiais
    • Se a empresa possui mais de uma unidade ou centro de distribuição, cada um pode ter sua localização de estoque registrada.
  4. Auditoria e rastreabilidade
    • Em caso de fiscalização ou conferência, fica claro de onde saiu o produto.

Exemplo prático:

  • Uma empresa tem três locais de estoque:
    • Geral (estoque principal)
    • Depósito Loja 1
    • Depósito Loja 2

Na emissão da NF-e, seleciona-se a Localização do Estoque correta, garantindo que o sistema dê baixa no local certo.

Para que serve o campo Indicador de Intermediador?

O campo Indicador de Intermediador na NF-e serve para identificar se houve participação de um site, aplicativo ou plataforma digital na intermediação da venda.

Ele foi criado porque muitas operações hoje não acontecem diretamente entre vendedor e comprador, mas sim com a ajuda de um intermediador eletrônico (como marketplaces, apps de delivery, plataformas de e-commerce etc.).

Opções do campo Indicador de Intermediador:

  • 0 – Operação sem intermediador
    → Venda feita diretamente entre vendedor e comprador, sem marketplace, sem app.
    (Ex.: venda no balcão da loja, site próprio sem gateway de terceiros).
  • 1 – Operação em site ou plataforma de terceiros
    → Quando a venda foi realizada por meio de marketplace, aplicativo ou site intermediador.
    (Ex.: Mercado Livre, Magalu Marketplace, iFood, Shopee, Amazon, OLX, etc.)

Por que é importante:

  1. Obrigação fiscal
    • A Receita Federal exige que seja informado se houve intermediador para rastrear melhor esse tipo de operação.
  2. Responsabilidade tributária
    • Em alguns casos, o marketplace tem responsabilidade solidária sobre os impostos.
  3. Transparência da operação
    • Permite ao cliente, ao fisco e ao contador identificar se a compra foi direta ou intermediada.

Resumo prático:

Se você vende por marketplace ou app → 1 e deve preencher também os dados da plataforma.

Se você vende direto (balcão, telefone, seu próprio e-commerce) → 0.

Para que serve o campo Inscrição do Substituto Tributário?

O campo Inscrição do Substituto Tributário na NF-e serve para informar a Inscrição Estadual (IE) da empresa que é responsável pelo recolhimento do ICMS por substituição tributária (ICMS-ST).

O que é isso na prática?

  • Em algumas operações, quem vende não paga o ICMS diretamente.
  • O imposto é recolhido antecipadamente por um substituto tributário (normalmente o fabricante, importador ou atacadista).
  • Esse substituto recolhe o ICMS de toda a cadeia de circulação da mercadoria.

Quando preencher:

  1. Se a sua empresa é o substituto tributário
    • Você deve informar sua Inscrição Estadual como responsável pelo ICMS-ST.
  2. Se você não é substituto tributário
    • Esse campo pode ficar em branco, pois o recolhimento já foi feito anteriormente na cadeia.

Exemplo prático:

  • Fabricante de refrigerante → recolhe ICMS-ST.
    • No campo, informa sua Inscrição Estadual de substituto tributário.
  • Mercadinho que vende refrigerante → não recolhe ICMS-ST (já pago pelo fabricante).
    • Campo fica vazio.

Resumo:

Esse campo é usado apenas quando sua empresa é responsável por recolher ICMS-ST.
Se você é varejista ou prestador comum, normalmente não precisa preencher.

Como utilizar o campo Código?

O campo Código na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é usado para identificar de forma única cada cliente dentro do sistema.

Como usar:

  1. Preenchimento automático
    • Quando você já tem o cliente cadastrado no sistema, basta digitar o código interno atribuído a ele.
    • Ao confirmar, o sistema preenche automaticamente os demais campos (nome, CNPJ/CPF, endereço etc.).
  2. Busca de cliente
    • Se você não souber o código, pode usar a lupa ao lado do campo Cliente para pesquisar pelo nome, razão social ou documento.
  3. Novo cadastro
    • Caso o cliente ainda não esteja no sistema, você pode cadastrá-lo clicando no botão de adição ao lado do campo Cliente.
    • Após salvar, será gerado um código automaticamente, que será usado nas próximas emissões.

Quando utilizar:

  • Para agilidade, se você já conhece o código do cliente, não precisa preencher todos os dados manualmente.
  • Para evitar erros de digitação em documentos como CNPJ, endereço ou razão social.
  • Para padronizar o histórico, já que cada cliente terá sempre o mesmo código em todas as notas fiscais.

Exemplo prático:

Se o cliente Supermercado Bom Preço Ltda tem o código 105, basta digitar 105 no campo Código → o sistema preencherá automaticamente os dados completos do cliente na nota.

Esse campo funciona como uma chave interna do sistema: enquanto o CNPJ/CPF é o identificador oficial, o código é o identificador interno usado para consultas e emissão rápidas.

Como utilizar o campo Cliente?

O campo Cliente na tela de Emissão de NF-e é usado para identificar o destinatário da nota fiscal, ou seja, a pessoa ou empresa para quem a NF-e será emitida.

Como usar:

  1. Selecionar cliente já cadastrado
    • Clique no campo Cliente e digite o nome ou razão social.
    • O sistema vai sugerir os clientes já cadastrados.
    • Selecione o cliente desejado → os demais campos (CNPJ/CPF, endereço, IE etc.) serão preenchidos automaticamente.
  2. Pesquisar cliente
    • Clique na lupa ao lado do campo.
    • Será aberta uma tela/lista de clientes para você pesquisar pelo nome, CNPJ ou código interno.
  3. Cadastrar novo cliente
    • Se o cliente ainda não existe no sistema, clique no botão ( + ) ao lado do campo.
    • Preencha os dados (CNPJ/CPF, endereço, regime tributário etc.) e salve.
    • Depois, selecione o cliente recém-cadastrado.
  4. Excluir cliente selecionado
    • Se selecionou errado, pode limpar com o botão da lixeira 🗑️ ao lado.

Quando utilizar:

  • Sempre que for emitir uma NF-e, pois é obrigatório identificar o destinatário/remetente.
  • Garante que as informações fiscais e cadastrais sejam preenchidas corretamente, evitando rejeições pela SEFAZ.

Exemplo prático:

Se você vai emitir uma NF-e para o cliente Loja Exemplo Ltda (CNPJ 12.345.678/0001-99):

  • Digite “Loja Exemplo” no campo Cliente.
  • O sistema preencherá automaticamente os dados cadastrais.
  • Você só precisa conferir se estão corretos antes de salvar e enviar a nota.

Resumindo:

O campo Cliente é o coração da emissão da NF-e, porque define para quem a nota será feita.

Como utilizar o campo Tipo Endereço?

O campo Tipo Endereço na tela de Emissão de NF-e (Cliente) serve para indicar qual endereço do cliente será usado na nota fiscal.

Como usar:

  1. Clique no campo Tipo Endereço.
  2. Selecione uma das opções cadastradas, que geralmente são:
    • Principal → endereço padrão do cliente (normalmente sede ou endereço fiscal).
    • Cobrança → usado quando o cliente possui um endereço específico para receber boletos/faturas.
    • Entrega → utilizado quando o cliente solicita que a mercadoria seja entregue em endereço diferente do fiscal.
    • Outros → endereços adicionais que podem ter sido cadastrados.
  3. Depois de selecionar, o sistema preencherá automaticamente os campos de endereço, cidade, UF, CEP e código IBGE conforme o tipo escolhido.

Quando utilizar:

  • Principal → para emissão padrão de NF-e’s (venda comum, entrada etc.).
  • Entrega → quando o local de entrega da mercadoria é diferente do endereço fiscal (ex.: filial, depósito, canteiro de obra).
  • Cobrança → útil quando a nota tem ligação com o setor financeiro e deve constar o endereço de faturamento.

Exemplo prático:

Você vende para a empresa Construtora Alfa Ltda:

  • Endereço Principal: Matriz em Salvador/BA.
  • Endereço de Entrega: Obra em Feira de Santana/BA.

Se a NF-e for de mercadorias destinadas à obra, você deve escolher Entrega → o endereço da obra aparecerá automaticamente na nota.

Esse campo é essencial para evitar problemas logísticos e fiscais, garantindo que a mercadoria seja entregue ou cobrada no local correto.

Como utilizar o campo CNPJ/CPF?

O campo CNPJ/CPF na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é utilizado para identificar oficialmente o destinatário da nota fiscal, seja ele Pessoa Jurídica (empresa) ou Pessoa Física.

Como usar:

  1. Pessoa Jurídica (Empresa)
    • Digite o CNPJ do cliente (14 dígitos, sem pontos ou traços, pois o sistema geralmente formata automaticamente).
    • Exemplo: 12345678000199.
    • O sistema pode validar os números e, se já houver cadastro, preencher os dados automaticamente.
  2. Pessoa Física
    • Digite o CPF do cliente (11 dígitos).
    • Exemplo: 12345678901.
  3. Busca automática
    • Se o cliente já estiver cadastrado, ao informar o CNPJ/CPF o sistema pode puxar os dados (razão social, endereço etc.).
  4. Novo cliente
    • Caso não exista no sistema, após digitar o CNPJ/CPF você poderá cadastrar os demais dados (endereço, inscrição estadual, regime tributário).

Regras importantes:

  • Obrigatório: Toda NF-e deve ter CNPJ (empresa) ou CPF (pessoa física).
  • Validação SEFAZ: Se o número informado for inválido ou não corresponder ao cadastro da Receita Federal, a NF-e será rejeitada.
  • Empresa sem Inscrição Estadual: Algumas empresas (optantes pelo Simples, por exemplo) não têm IE; nesse caso, deve-se usar a indicação “ISENTO”.

Exemplo prático:

  • Para emitir uma NF-e para a empresa Padaria Sabor Ltda, informe o CNPJ: 12345678000199.
  • Para emitir uma NF-e para uma pessoa física, como João Silva, informe o CPF: 12345678901.

Em resumo:

O campo CNPJ/CPF é o identificador fiscal oficial do cliente na NF-e e garante que a nota seja aceita pela SEFAZ.

Como utilizar o campo Inscrição Estadual?

O campo Inscrição Estadual (IE) na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é utilizado para identificar o registro do cliente no cadastro de contribuintes do ICMS do estado em que ele atua.

Como usar:

  1. Pessoa Jurídica contribuinte do ICMS
    • Informe a Inscrição Estadual válida fornecida pela Secretaria da Fazenda (SEFAZ) do estado.
    • Esse dado é obrigatório para empresas que compram, vendem ou circulam mercadorias.
  2. Pessoa Jurídica isenta de IE
    • Se a empresa não possui Inscrição Estadual (ex.: empresas do Simples Nacional que não recolhem ICMS em certas atividades), você deve informar ISENTO no campo.
  3. Pessoa Física (CPF)
    • Para clientes pessoa física, o campo normalmente fica em branco.

Regras importantes:

  • A IE deve ter formato e número corretos para o estado correspondente, caso contrário a NF-e pode ser rejeitada.
  • Algumas operações exigem validação automática pela SEFAZ, cruzando CNPJ + IE + UF.
  • Empresas que atuam em mais de um estado podem ter Inscrições Estaduais diferentes, e é preciso usar a correta para o endereço informado.

Exemplo prático:

  • Cliente: Distribuidora Alfa Ltda
    • CNPJ: 12.345.678/0001-99
    • IE: 123.456.789.112 (número válido na SEFAZ/BA)
  • Cliente: Oficina Beta Ltda (Simples Nacional)
    • CNPJ: 98.765.432/0001-55
    • IE: ISENTO
  • Cliente: Maria Silva (Pessoa Física)
    • CPF: 123.456.789-01
    • IE: em branco

Resumindo:

Pessoa física: deixar vazio.

Empresa contribuinte do ICMS: informar a IE.

Empresa isenta: escrever “ISENTO”.

Como utilizar o campo Endereço?

O campo Endereço na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é utilizado para registrar o logradouro oficial do cliente (destinatário da nota fiscal), conforme consta no cadastro da Receita Federal ou na base municipal/estadual.

Como usar:

  1. Preenchimento automático
    • Se o cliente já estiver cadastrado, ao selecionar o código, CNPJ/CPF ou nome, o endereço será preenchido automaticamente.
    • Nesse caso, basta conferir se está correto.
  2. Preenchimento manual
    • Se for um novo cliente, você deve digitar o endereço completo: rua, avenida, estrada, praça, etc.
    • Exemplo: Av. Getúlio Vargas.
  3. Complementação
    • O número do imóvel e o complemento (bloco, sala, apartamento) devem ser informados nos campos específicos ao lado (Número e Complemento).

Regras importantes:

  • O endereço deve estar de acordo com os dados oficiais do cliente, pois a SEFAZ pode cruzar essas informações.
  • Use sempre o logradouro sem abreviações confusas (evite “R. GV” → prefira “Rua Getúlio Vargas”).
  • Em caso de endereço de entrega diferente, utilize o campo Tipo Endereço (Principal / Entrega / Cobrança).

Exemplo prático:

  • Cliente: Supermercado Alfa Ltda
    • Endereço: Rua das Flores
    • Número: 150
    • Complemento: Loja 02
    • Bairro: Centro
    • Cidade: Feira de Santana
    • UF: BA
    • CEP: 44000-000

Em resumo:

O campo Endereço identifica o local físico relacionado ao cliente e garante que a NF-e contenha os dados corretos para fiscalização, transporte e entrega.

Como utilizar o campo Número?

O campo Número na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é utilizado para indicar o número do imóvel do endereço do cliente. Ele complementa o campo Endereço, identificando com precisão o local do destinatário da nota fiscal.

Como usar:

  1. Após preencher o campo Endereço (rua, avenida, praça etc.), digite o número do imóvel neste campo.
    • Exemplo: Rua das Flores → Número: 250.
  2. Se o endereço não possuir número (caso comum em áreas rurais), use uma das seguintes opções:
    • Digitar S/N (sem número).
    • Ou deixar em branco, se o sistema permitir (alguns sistemas exigem o preenchimento obrigatório).
  3. Combine com os campos Complemento e Bairro para detalhar ainda mais o endereço.

Regras importantes:

  • O número do imóvel ajuda a validar o endereço e é essencial para transportadoras e fiscalização.
  • Informações inconsistentes (ex.: endereço sem número em áreas urbanas) podem gerar rejeições ou dificuldades na entrega.

Exemplo prático:

  • Endereço: Av. Getúlio Vargas
  • Número: 1050
  • Complemento: Sala 301
  • Bairro: Centro
  • Cidade: Salvador – BA

Resumindo:

O campo Número identifica exatamente qual imóvel corresponde ao endereço informado, garantindo clareza tanto para a SEFAZ quanto para a logística da entrega.

Como utilizar o campo Complemento?

O campo Complemento na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é utilizado para adicionar informações adicionais do endereço que ajudem a identificar melhor o local do cliente, principalmente quando o Número sozinho não é suficiente.

Como usar:

  1. Após preencher o Endereço e Número, insira no campo Complemento detalhes extras como:
    • Bloco
    • Apartamento
    • Sala
    • Andar
    • Galpão
    • Fundos / Loja
  2. Essas informações não substituem o endereço principal, mas refinam e localizam o destino corretamente.
  3. Em áreas sem número definido, o Complemento pode ser usado para indicar pontos de referência (ex.: “Próximo à praça central”).

Regras importantes:

  • O complemento não é obrigatório, mas é fortemente recomendado para locais comerciais, condomínios e galpões.
  • Preenchimento incorreto pode atrapalhar a logística de entrega.
  • A SEFAZ não rejeita a NF-e pela ausência de complemento, mas transportadoras podem exigir.

Exemplo prático:

  • Endereço: Rua das Flores
  • Número: 250
  • Complemento: Sala 05, 2º Andar
  • Bairro: Centro
  • Cidade: Salvador – BA

Em resumo:

O campo Complemento detalha o endereço, garantindo que a mercadoria ou documento chegue exatamente ao local certo.

Como utilizar o campo Bairro?

O campo Bairro na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é usado para detalhar a localização do endereço do cliente dentro do município. Ele faz parte do endereço completo obrigatório da NF-e.

Como usar:

  1. Após preencher Endereço e Número, informe o bairro correspondente.
    • Exemplo: “Centro”, “Jardim das Oliveiras”, “Boa Vista”.
  2. Use o nome oficial do bairro conforme consta no cadastro dos Correios ou documentos oficiais do cliente.
  3. Se o cliente estiver em área rural ou em local sem bairro definido, você pode repetir o nome da localidade ou colocar “Zona Rural”, caso aceito pelo sistema.

Regras importantes:

  • O campo Bairro é obrigatório para NF-e em endereços urbanos.
  • Informações incorretas podem dificultar a entrega e até causar rejeição pela SEFAZ em casos de inconsistência de dados.
  • Sempre combine com os demais campos: Cidade, UF, CEP e Código IBGE para garantir a integridade do endereço.

Exemplo prático:

  • Endereço: Rua das Flores
  • Número: 250
  • Bairro: Centro
  • Cidade: Feira de Santana – BA
  • CEP: 44000-000

Em resumo:

O campo Bairro garante que o endereço do cliente esteja completo e válido, sendo essencial para fiscalização, transporte e entrega.

Como utilizar o campo Cidade?

O campo Cidade na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é usado para identificar o município do cliente que receberá a nota fiscal. Ele faz parte do endereço completo e é fundamental para que a SEFAZ valide a NF-e corretamente.

Como usar:

  1. Seleção automática
    • Se você já informou o CNPJ/CPF e o cliente está cadastrado, o sistema preenche a cidade automaticamente.
    • Nesse caso, basta conferir se está correta.
  2. Preenchimento manual
    • Caso seja um novo cliente, digite o nome da cidade de forma completa (sem abreviações).
    • Exemplo: Conceição do Coité.
  3. Ligação com o Código IBGE
    • Ao preencher a cidade, o sistema também vincula o código IBGE do município, que é obrigatório na NF-e.
    • Esse código identifica oficialmente a cidade perante os órgãos fiscais.

Regras importantes:

  • O campo Cidade é obrigatório em todas as NF-e’s.
  • Use sempre a grafia oficial do município. Exemplo: São Paulo, e não S.P..
  • A cidade deve corresponder ao CEP e ao estado (UF) informados, senão a nota pode ser rejeitada.

Exemplo prático:

Cliente: Supermercado Alfa Ltda

  • Endereço: Rua das Flores, 250
  • Bairro: Centro
  • Cidade: Feira de Santana
  • UF: BA
  • CEP: 44000-000
  • Código IBGE: 2910800

Em resumo:

O campo Cidade garante que a NF-e esteja vinculada corretamente ao município do cliente e assegura a aceitação pela SEFAZ.

Como utilizar o campo UF?

O campo UF na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é utilizado para indicar a Unidade Federativa (Estado) do cliente, em conjunto com a Cidade e o Código IBGE.

Como usar:

  1. Seleção automática
    • Quando o cliente já está cadastrado e você informa o CNPJ/CPF, o sistema preenche automaticamente a UF vinculada ao endereço.
  2. Preenchimento manual
    • Caso esteja cadastrando um novo cliente, selecione a sigla do estado correspondente.
    • Exemplo:
      • BA → Bahia
      • SP → São Paulo
      • RJ → Rio de Janeiro
  3. Validação com Cidade e Código IBGE
    • A UF deve estar em conformidade com a cidade e o código IBGE.
    • Exemplo: se a cidade for Feira de Santana, a UF obrigatoriamente deve ser BA.

Regras importantes:

  • A UF é obrigatória em todas as NF-e’s.
  • Um erro na combinação Cidade + UF + IBGE pode gerar rejeição da nota na SEFAZ.
  • Esse campo é essencial para cálculos de tributos estaduais (ICMS, DIFAL, ICMS-ST).

Exemplo prático:

Cliente: Supermercado Alfa Ltda

  • Endereço: Rua das Flores, 250
  • Bairro: Centro
  • Cidade: Feira de Santana
  • UF: BA
  • Código IBGE: 2910800

Em resumo:

O campo UF garante que a nota esteja vinculada ao estado correto, sendo indispensável tanto para validação fiscal quanto para tributação estadual.

Como utilizar o campo CEP?

O campo CEP na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é usado para identificar o Código de Endereçamento Postal do cliente, garantindo que o endereço esteja completo e válido.

Como usar:

  1. Preenchimento automático
    • Em alguns sistemas, ao digitar o CEP, o sistema já preenche automaticamente os campos de Endereço, Bairro, Cidade e UF.
    • Exemplo: ao informar 44000-000, o sistema pode trazer automaticamente Feira de Santana – BA.
  2. Preenchimento manual
    • Caso o sistema não faça a busca automática, digite o CEP corretamente e complete os demais campos manualmente.
  3. Formatação
    • O CEP deve conter 8 dígitos, podendo ser escrito com ou sem hífen.
    • Exemplo válido: 01001-000 ou 01001000.

Regras importantes:

  • O CEP é obrigatório para endereços urbanos.
  • Ele deve corresponder à cidade e UF informados, caso contrário a NF-e pode ser rejeitada pela SEFAZ.
  • Para áreas rurais ou locais sem CEP específico, utilize o CEP genérico do município.

Exemplo prático:

Cliente: Supermercado Alfa Ltda

  • Endereço: Rua das Flores, 250
  • Bairro: Centro
  • Cidade: Feira de Santana
  • UF: BA
  • CEP: 44000-000

Em resumo:

O campo CEP ajuda a validar o endereço fiscal e facilita a logística de entrega, além de ser obrigatório para que a NF-e seja aceita pela SEFAZ.

Como utilizar o campo Código IBGE?

O campo Código IBGE na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é usado para identificar oficialmente o município do cliente, conforme a codificação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Cada cidade do Brasil possui um código único de 7 dígitos, que serve para padronizar e validar os dados fiscais na NF-e.

Como usar:

  1. Preenchimento automático
    • Normalmente, ao selecionar a Cidade e a UF, o sistema já preenche o Código IBGE correspondente.
    • Exemplo: se você escolher Feira de Santana – BA, o código IBGE será 2910800.
  2. Preenchimento manual (se necessário)
    • Caso o sistema não complete automaticamente, você deve digitar o código correto da cidade.
    • Esses códigos podem ser consultados diretamente no site do IBGE ou em tabelas atualizadas de municípios.

Regras importantes:

  • O Código IBGE é obrigatório para todas as NF-e’s.
  • Deve estar coerente com Cidade e UF informados, senão a NF-e pode ser rejeitada pela SEFAZ.
  • Não pode ser usado o código de outro município (mesmo que o nome seja parecido).

Exemplo prático:

Cliente: Supermercado Alfa Ltda

  • Cidade: Feira de Santana
  • UF: BA
  • Código IBGE: 2910800

Outro exemplo:

  • Cidade: São Paulo
  • UF: SP
  • Código IBGE: 3550308

Em resumo:

O Código IBGE garante a identificação oficial do município, padronizando os dados fiscais para aceitação da NF-e pela SEFAZ.

Como utilizar o campo Regime Tributário?

O campo Regime Tributário na tela de Emissão de NF-e (Cliente) é usado para indicar em qual sistema de tributação o cliente (destinatário) está enquadrado perante a Receita Federal e a SEFAZ. Esse dado é obrigatório porque impacta diretamente na forma de cálculo dos impostos (ICMS, PIS, COFINS etc.).

Como usar:

  1. Seleção do regime correto
    Normalmente, o sistema traz uma lista com as opções permitidas pelo Ato COTEPE/ICMS 09/08:
    • 1 – Simples Nacional → Para empresas enquadradas no regime simplificado (microempresas e EPP).
    • 2 – Simples Nacional – Excesso de sublimite de receita bruta → Quando a empresa do Simples ultrapassa o limite estadual e precisa recolher parte dos tributos como regime normal.
    • 3 – Regime Normal → Para empresas do Lucro Presumido ou Lucro Real.
  2. Preenchimento automático
    • Se o cliente já estiver cadastrado, esse campo normalmente será preenchido automaticamente de acordo com os dados informados no cadastro da empresa.
  3. Preenchimento manual
    • Caso seja um novo cliente, selecione manualmente o regime tributário com base nas informações fornecidas pelo próprio cliente ou obtidas da Receita Federal.

Regras importantes:

  • O Regime Tributário do cliente deve estar coerente com seu CNPJ e Inscrição Estadual, pois isso é validado pela SEFAZ.
  • Informar errado pode gerar rejeição da NF-e ou apuração incorreta de impostos.
  • Para pessoa física (CPF), normalmente não se aplica, mas alguns sistemas pedem selecionar uma opção de referência.

Exemplo prático:

  • Cliente: Padaria Pão Doce Ltda
    • CNPJ: 12.345.678/0001-99
    • Enquadramento: Simples Nacional
    • Regime Tributário na NF-e: 1 – Simples Nacional
  • Cliente: Supermercado Alfa Ltda
    • CNPJ: 98.765.432/0001-55
    • Enquadramento: Lucro Presumido
    • Regime Tributário na NF-e: 3 – Regime Normal

Em resumo:

O campo Regime Tributário garante que a nota seja emitida com a tributação correta de acordo com o enquadramento fiscal do cliente.

Como utilizar o campo Tipo Contribuinte?

O campo Tipo Contribuinte na tela de Emissão de NF-e (Cliente) serve para indicar a situação do cliente em relação ao ICMS, ou seja, se ele é contribuinte ou não desse imposto. Esse dado é necessário porque influencia diretamente no cálculo do ICMS e na validação da NF-e pela SEFAZ.

Como usar:

Geralmente o sistema oferece três opções para selecionar:

  1. Contribuinte ICMS
    • Cliente que possui Inscrição Estadual ativa.
    • Exemplo: indústrias, atacadistas e lojas que compram e vendem mercadorias.
  2. Contribuinte isento de Inscrição Estadual
    • Cliente pessoa jurídica que tem CNPJ, mas não possui Inscrição Estadual.
    • Exemplo: escritórios de advocacia, clínicas médicas, empresas prestadoras de serviço sem circulação de mercadorias.
  3. Não contribuinte
    • Cliente que não é contribuinte do ICMS.
    • Exemplo: pessoa física (CPF) comprando um produto.

Regras importantes:

  • A opção escolhida deve bater com o CNPJ/CPF e a Inscrição Estadual informados.
  • Informar incorretamente pode gerar rejeição da NF-e.
  • Para pessoa física, sempre usar Não contribuinte.
  • Para empresas do Simples Nacional, geralmente será Contribuinte ICMS, a não ser que a atividade não envolva ICMS.

Exemplo prático:

  • Cliente: Supermercado Alfa Ltda
    • CNPJ: 12.345.678/0001-99
    • IE: 123456789
    • Tipo Contribuinte: Contribuinte ICMS
  • Cliente: Clínica Beta Ltda
    • CNPJ: 98.765.432/0001-55
    • IE: ISENTO
    • Tipo Contribuinte: Contribuinte isento de IE
  • Cliente: João da Silva
    • CPF: 123.456.789-01
    • Tipo Contribuinte: Não contribuinte

Em resumo:

O Tipo Contribuinte classifica o cliente conforme sua relação com o ICMS e garante que a tributação da nota fiscal seja aplicada corretamente.

Como Consultar as NFe’s?

Para consultar as NF-e’s nessa tela, você deve usar os filtros disponíveis para localizar exatamente as notas que deseja. O passo a passo é o seguinte:

1. Acesse a tela de consulta

Você já está nela: Consulta de NF-e’s.

2. Defina os filtros necessários

Os campos servem para refinar sua busca:

  • Número Documento: Pesquisar por um número específico da NF-e.
  • Situação: Exemplo: autorizada, cancelada, denegada.
  • Natureza de Operação: Tipo da operação (venda, devolução, transferência etc.).
  • Cliente: Nome ou CNPJ/CPF do cliente.
  • Emissão Inicial/Final: Período de emissão da nota.
  • Saída/Entrada Inicial/Final: Caso queira filtrar pelo período de saída/entrada da mercadoria.
  • Total NF-e: Valor total da nota.
  • Vendedor: Se quiser listar notas emitidas por um vendedor específico.
  • Estado/Cidade: Localização do cliente.
  • Forma de Pagamento / Tipo de Pagamento: Para filtrar por condições financeiras.
  • Enviado para Domínio: Se a NF-e já foi enviada para integração.

Você não precisa preencher todos os campos; basta os que ajudam a localizar o que procura.

3. Executar a consulta

  • Depois de preencher os filtros desejados, clique em Consultar (botão azul no canto inferior direito).
  • O sistema exibirá a lista de NF-e’s de acordo com os critérios.

4. Opções adicionais

  • Limpar Filtros: Remove todos os filtros preenchidos para iniciar uma nova busca.
  • Download XML: Baixar os arquivos XML das NF-e’s listadas.
  • Download Boletos: Baixar boletos relacionados às NF-e’s.
  • Novo: Criar uma nova NF-e.

Resumindo: escolha os filtros que precisa → clique em “Consultar” → visualize o resultado na tela.

Como utilizar o campo Número Documento?

O campo Número Documento serve para você pesquisar uma NF-e específica informando o número exato da nota fiscal.

Como usar:

  1. Digite no campo o número da NF-e que deseja localizar (geralmente é o número sequencial da nota emitida).
  2. Não é necessário preencher outros filtros se você já sabe o número da nota.
  3. Clique em Consultar.
  4. O sistema exibirá apenas a nota fiscal correspondente àquele número.

Exemplo prático:

Se a sua NF-e tem o número 10523, basta digitar 10523 no campo Número Documento e clicar em Consultar → a tela mostrará somente essa nota.

Como utilizar o campo Situação?

O campo Situação é usado para filtrar as NF-e’s de acordo com o status em que elas se encontram dentro do sistema e na SEFAZ.

Como usar:

  1. Clique no campo Situação.
  2. Vai aparecer uma lista de opções (exemplos comuns):
    • Autorizada → NF-e validada e aprovada pela SEFAZ.
    • Cancelada → NF-e que foi cancelada.
    • Denegada → NF-e rejeitada pela SEFAZ, geralmente por problemas cadastrais do emissor ou destinatário.
    • Em Digitação / Em Edição → NF-e que ainda está sendo preenchida e não foi transmitida.
    • Rejeitada → NF-e enviada mas não aceita pela SEFAZ devido a erros (CFOP, CST, NCM etc.).
    • Inutilizada → Numeração de nota que foi inutilizada.
  3. Selecione a situação desejada.
  4. Clique em Consultar para que o sistema traga apenas as NF-e’s com aquele status.

Exemplo prático:

Se você selecionar Cancelada, o sistema vai listar somente as NF-e’s que foram emitidas e depois canceladas dentro do período escolhido.

Como utilizar o campo Natureza de Operação?

O campo Natureza de Operação serve para identificar e filtrar as NF-e’s de acordo com o tipo da operação comercial ou fiscal realizada.

Como usar:

  1. Clique no campo Natureza de Operação.
  2. Será exibida uma lista com as naturezas já cadastradas no sistema, por exemplo:
    • Venda de Mercadoria → operação padrão quando você vende produtos.
    • Devolução de Mercadoria → quando o cliente devolve produtos.
    • Transferência de Mercadoria → quando há envio de produtos entre filiais.
    • Remessa para Industrialização → envio para terceiros fabricarem ou transformarem.
    • Entrada de Mercadoria → quando recebe mercadorias compradas.
    • Consignação → quando envia ou recebe produtos em consignação.
  3. Selecione a natureza que deseja consultar.
  4. Clique em Consultar → o sistema listará apenas as notas fiscais com aquela natureza.

Exemplo prático:

Se você escolher Venda de Mercadoria, o sistema vai trazer todas as NF-e’s de vendas emitidas dentro do período configurado.

Esse campo é muito importante porque a Natureza de Operação está diretamente ligada ao CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações) que determina a tributação da nota.

Como utilizar o campo Cliente?

O campo Cliente é usado para filtrar as NF-e’s emitidas ou recebidas para um cliente específico.

Como usar:

  1. Clique na lupa ao lado do campo Cliente.
  2. Vai abrir uma tela de pesquisa/lista de clientes já cadastrados no sistema.
  3. Você pode localizar o cliente pelo:
    • Nome/Razão Social
    • CPF/CNPJ
    • Código interno do cliente (se o sistema usar esse controle).
  4. Selecione o cliente desejado.
  5. Clique em Consultar → o sistema listará apenas as NF-e’s ligadas a esse cliente dentro do período escolhido.

Exemplo prático:

Se você quiser consultar todas as NF-e’s emitidas para o cliente Maria Souza (CNPJ 12.345.678/0001-90) entre os dias 01/10/2025 e 15/10/2025:

  • Digite ou selecione Maria Souza no campo Cliente.
  • Defina o período em Emissão Inicial/Final.
  • Clique em Consultar.

Assim você tem o histórico de notas fiscais de um cliente específico sem precisar analisar todas as NF-e’s.

Como utilizar o campo Emissão Inicial?

O campo Emissão Inicial é utilizado para definir a data a partir da qual você deseja consultar as NF-e’s emitidas.

Como usar:

  1. Clique no ícone do calendário dentro do campo.
  2. Escolha a data inicial (primeiro dia do período que deseja consultar).
  3. Opcionalmente, preencha também o campo Emissão Final, que será o último dia do período.
  4. Clique em Consultar → o sistema exibirá todas as NF-e’s emitidas a partir da data escolhida até a final (ou até hoje, se o campo final não for preenchido).

Exemplo prático:

Se você preencher:

  • Emissão Inicial: 01/10/2025
  • Emissão Final: 15/10/2025

O sistema listará todas as NF-e’s emitidas entre 01/10/2025 e 15/10/2025.

Caso você informe somente a Emissão Inicial (01/10/2025) e não coloque a data final, o sistema vai trazer todas as notas a partir de 01/10/2025 em diante.

Como utilizar o campo Emissão Final?

O campo Emissão Final é usado para indicar a data limite até a qual você deseja consultar as NF-e’s emitidas.

Como usar:

  1. Clique no ícone do calendário ao lado do campo.
  2. Escolha a data final (último dia do período que deseja consultar).
  3. Em conjunto com o campo Emissão Inicial, você define um intervalo de tempo.
  4. Clique em Consultar → o sistema listará todas as notas fiscais emitidas entre a data inicial e a data final.

Exemplo prático:

  • Emissão Inicial: 01/10/2025
  • Emissão Final: 15/10/2025

O sistema mostrará todas as NF-e’s emitidas de 01/10/2025 até 15/10/2025.

Se você preencher apenas a Emissão Final (ex.: 15/10/2025), o sistema vai considerar todas as notas emitidas até essa data, desde o início do histórico.

Como utilizar o campo Saída/Entrada Inicial?

O campo Saída/Entrada Inicial é usado para definir a data a partir da qual a mercadoria saiu ou entrou (dependendo do tipo da operação) e serve para filtrar as NF-e’s pelo momento logístico/físico da movimentação, não apenas pela emissão.

Como usar:

  1. Clique no ícone do calendário ao lado do campo.
  2. Escolha a data inicial da movimentação (primeiro dia do período que deseja analisar).
  3. Opcionalmente, preencha também o campo Saída/Entrada Final para delimitar o intervalo.
  4. Clique em Consultar → o sistema listará todas as NF-e’s cuja data de saída ou entrada da mercadoria seja igual ou posterior à data escolhida.

Exemplo prático:

  • Saída/Entrada Inicial: 01/10/2025
  • Saída/Entrada Final: 15/10/2025

O sistema mostrará todas as NF-e’s em que a mercadoria saiu do estoque (no caso de venda) ou entrou no estoque (no caso de compra/devolução) entre 01/10/2025 e 15/10/2025, independentemente da data de emissão.

Diferença importante:

Saída/Entrada Inicial/Final → filtra pela data em que a mercadoria realmente saiu ou entrou fisicamente.

Emissão Inicial/Final → filtra pela data em que a NF-e foi emitida.

Como utilizar o campo Saída/Entrada Final?

O campo Saída/Entrada Final é usado para indicar a data limite da movimentação física da mercadoria (quando saiu do seu estoque ou entrou no seu estoque). Ele funciona junto com o campo Saída/Entrada Inicial para definir um intervalo.

Como usar:

  1. Clique no ícone do calendário dentro do campo.
  2. Selecione a data final que deseja consultar.
  3. Combine com o campo Saída/Entrada Inicial para montar um período completo.
  4. Clique em Consultar → o sistema trará todas as NF-e’s em que a mercadoria saiu ou entrou entre a data inicial e a final escolhida.

Exemplo prático:

  • Saída/Entrada Inicial: 01/10/2025
  • Saída/Entrada Final: 15/10/2025

O sistema listará as NF-e’s cuja movimentação de mercadoria ocorreu de 01/10/2025 até 15/10/2025, mesmo que a data de emissão da nota seja diferente.

Diferença chave:

Saída/Entrada Final → quando a mercadoria realmente se movimentou (entrou ou saiu do estoque).

Emissão Final → quando a NF-e foi emitida.

Como utilizar o campo Total NFe?

O campo Total NF-e é utilizado para filtrar as notas fiscais de acordo com o valor total da operação informado na NF-e.

Como usar:

  1. Digite no campo o valor total da nota que deseja consultar.
    • Exemplo: 1500,00 (mil e quinhentos reais).
  2. Clique em Consultar → o sistema exibirá apenas as NF-e’s que possuem exatamente esse valor total.

Observações importantes:

  • Normalmente o filtro funciona por valor exato. Ou seja, se a nota foi emitida com R$ 1.500,50 e você digitar 1500,00, ela não será exibida.
  • Em alguns sistemas é possível usar esse campo combinado com datas ou clientes para refinar melhor a busca.
  • Caso queira encontrar notas em uma faixa de valores (ex.: de R$ 1.000,00 até R$ 2.000,00), geralmente você deve usar relatórios específicos ou exportar para Excel, já que esse campo sozinho foca em um valor único.

Exemplo prático:

Se você colocar 200,00 no campo Total NF-e e clicar em Consultar, o sistema vai retornar todas as notas fiscais emitidas com valor total exatamente igual a R$ 200,00 no período selecionado.

Como utilizar o campo Vendedor?

O campo Vendedor é usado para filtrar as NF-e’s de acordo com o responsável pela venda registrado no sistema. Isso ajuda a identificar quais notas foram emitidas por cada membro da equipe comercial.

Como usar:

  1. Clique no campo Vendedor.
  2. Será exibida uma lista de vendedores cadastrados no sistema.
  3. Selecione o vendedor desejado.
  4. Clique em Consultar → o sistema mostrará apenas as notas fiscais associadas a esse vendedor.

Quando utilizar:

  • Para acompanhar o desempenho individual de cada vendedor.
  • Para verificar se determinada venda/nota foi realmente registrada no nome correto.
  • Para fazer relatórios por comissão de vendas.

Exemplo prático:

Se você selecionar Carlos Silva no campo Vendedor, o sistema vai trazer todas as NF-e’s emitidas por ele dentro do período definido em Emissão Inicial/Final.

Esse campo é muito útil para empresas que trabalham com metas de vendas, já que permite cruzar o volume de notas emitidas com o vendedor responsável.

Como utilizar o campo Estado?

O campo Estado é utilizado para filtrar as NF-e’s de acordo com a UF (Unidade Federativa) do cliente ou fornecedor envolvido na operação.

Como usar:

  1. Clique no campo Estado.
  2. Selecione a sigla do estado (ex.: BA, SP, RJ, MG).
  3. Opcionalmente, você pode também preencher o campo Cidade para refinar ainda mais a busca.
  4. Clique em Consultar → o sistema exibirá apenas as NF-e’s emitidas para clientes ou fornecedores localizados naquele estado.

Quando utilizar:

  • Para verificar notas fiscais emitidas em operações interestaduais (quando há diferença de tributação).
  • Para gerar relatórios de vendas ou compras segmentados por estado.
  • Para facilitar a análise de impostos como ICMS-ST ou diferencial de alíquota (DIFAL).

Exemplo prático:

Se você selecionar BA (Bahia) no campo Estado, o sistema vai listar todas as NF-e’s emitidas para clientes localizados na Bahia no período escolhido em Emissão Inicial/Final.

Esse filtro é muito útil para empresas que vendem para diversas regiões, já que a tributação e a logística podem variar conforme o estado de destino.

Como utilizar o campo Cidade?

O campo Cidade é usado para filtrar as NF-e’s de acordo com o município do cliente ou fornecedor informado na nota fiscal.

Como usar:

  1. Clique no campo Cidade.
  2. Será exibida uma lista com as cidades disponíveis, de acordo com o Estado selecionado (se você já tiver filtrado o estado, a lista mostrará apenas as cidades daquele estado).
  3. Escolha a cidade desejada.
  4. Clique em Consultar → o sistema trará somente as NF-e’s emitidas para clientes ou fornecedores daquela cidade.

Quando utilizar:

  • Para acompanhar vendas ou compras feitas em um município específico.
  • Para relatórios de vendas locais ou vendas fora da sede.
  • Para facilitar análises de ISS (Imposto sobre Serviços), que é municipal.

Exemplo prático:

Se você selecionar:

  • Estado: BA (Bahia)
  • Cidade: Conceição do Coité

O sistema mostrará apenas as NF-e’s de clientes localizados em Conceição do Coité/BA dentro do período de emissão escolhido.

Esse campo é bastante útil para empresas que atendem diversos municípios, porque permite segmentar consultas e relatórios com mais precisão.

Como utilizar o campo Forma de Pagamento?

O campo Forma de Pagamento é usado para filtrar as NF-e’s de acordo com a forma como a transação foi paga ou será paga.

Como usar:

  1. Clique no campo Forma de Pagamento.
  2. Será exibida uma lista de opções, que podem variar conforme o sistema, mas geralmente incluem:
    • Dinheiro
    • Cartão de Crédito
    • Cartão de Débito
    • Boleto Bancário
    • Pix/Transferência
    • Cheque
    • A prazo (crediário)
    • Outros meios
  3. Selecione a forma desejada.
  4. Clique em Consultar → o sistema listará apenas as NF-e’s que possuem aquela forma de pagamento registrada.

Quando utilizar:

  • Para identificar notas pagas em determinado meio (ex.: todas as vendas no cartão de crédito).
  • Para cruzar dados de recebimentos financeiros com notas fiscais.
  • Para relatórios de vendas segmentados por meio de pagamento.

Exemplo prático:

Se você selecionar Pix, o sistema exibirá apenas as NF-e’s que foram registradas com pagamento via Pix no período escolhido em Emissão Inicial/Final.

Esse campo é bastante útil para controle financeiro e conciliação, pois permite verificar se os recebimentos estão de acordo com as notas fiscais emitidas.

Como utilizar o campo Tipo de Pagamento?

O campo Tipo de Pagamento é usado para filtrar as NF-e’s de acordo com a condição de pagamento registrada na nota, ou seja, se a venda foi paga à vista ou a prazo.

Como usar:

  1. Clique no campo Tipo de Pagamento.
  2. Você terá opções como:
    • À vista → quando o pagamento é realizado no ato da compra (dinheiro, Pix, cartão à vista etc.).
    • A prazo → quando o pagamento é parcelado ou programado para datas futuras (boleto parcelado, cartão parcelado, crediário etc.).
  3. Selecione a condição que deseja consultar.
  4. Clique em Consultar → o sistema listará apenas as NF-e’s emitidas com esse tipo de pagamento.

Quando utilizar:

  • Para identificar quais notas foram quitadas de imediato e quais ainda estão pendentes de recebimento.
  • Para relatórios financeiros que separam fluxo de caixa imediato (à vista) e contas a receber (a prazo).
  • Para cruzar informações entre NF-e’s e o setor financeiro/contábil.

Exemplo prático:

Se você selecionar A prazo, o sistema mostrará apenas as NF-e’s emitidas com condições de pagamento parceladas ou futuras dentro do período configurado.

Resumindo:

Tipo de Pagamento = condição de pagamento (à vista ou a prazo).

Forma de Pagamento = meio utilizado (dinheiro, Pix, cartão etc.).

Como utilizar o campo Enviado para Domínio?

O campo Enviado para Domínio é utilizado para filtrar as NF-e’s de acordo com o status de integração com o sistema contábil Domínio (muito usado por escritórios de contabilidade).

Como usar:

  1. Clique no campo Enviado para Domínio.
  2. Escolha uma das opções disponíveis, que geralmente são:
    • Sim → NF-e já foi enviada/integração concluída com o sistema Domínio.
    • Não → NF-e ainda não foi enviada para o Domínio.
  3. Clique em Consultar → o sistema mostrará somente as NF-e’s de acordo com o filtro selecionado.

Quando utilizar:

  • Para confirmar se todas as NF-e’s já foram repassadas ao contador pelo sistema Domínio.
  • Para identificar notas que ainda precisam ser exportadas/enviadas.
  • Para manter controle entre o que está apenas no seu sistema e o que já está na contabilidade.

Exemplo prático:

Se você selecionar Não, o sistema exibirá apenas as NF-e’s que ainda não foram exportadas para o Domínio, ajudando a identificar pendências de envio para o contador.

Esse campo é especialmente útil para empresas que trabalham em parceria com escritórios de contabilidade, garantindo que todas as informações fiscais estejam devidamente sincronizadas.